segunda-feira, 21 de maio de 2012

Letras de que me recordo

Desde que te gostei,
Uns bons anos passaram,
Mas nunca esquecerei
As letras que desfilaram.

Descreviam momentos,
Sonhos e emoções,
De uma forma tão livre
Que só sei recordações.

Sinto que não sinto.
Não como outrora.
Falta-me aquele ímpeto
De deitar cá p'ra fora.

Escrever, até escrevo.
Um pouco a medo, talvez.
Só aumenta o relevo,
Da liberdade, outra vez.

Coloco-me numa prisão,
Descrevo o céu incompleto.
Tal como descreve o chão,
Quem só olha para o teto.

Sobrevalorizo quem lê,
Ainda que só leia eu.
Não sei bem porquê,
Este cisma que me deu.

Quando olho para trás,
Inspiro-me no que já fiz.
Sim, sei como se faz.
É o passado que o diz.

Escrever, até escrevia.
Um pouco a medo, verdade.
Mas caso não fazia,
Do resto da humanidade.

N.A.: Nada contra quem lê, apenas divagações de há uns meses atrás.

5 comentários:

  1. Gosto de ler estes versos que fazes :)
    Seja que conteúdo for, tu consegues fazer com que o verso tenha significado e que ao mesmo tempo rime ;)
    Como já disse em conversas anteriores, eu não tenho muito jeito para este tipo de escrita, mas adoro lê-la e admiro.

    Beijinho*

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    1. Obrigado Paula :) Mais hão-de vir. Beijinho *

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  2. Está muito giro, mas fiquei assim um bocado constrangido a ler como se tivesse a bisbilhotar cenas pessoais tuas sem ter autorização :$

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    1. Obrigado! Vou levar o teu "mas" como um elogio extra. Não tinha pensado nas coisas dessa forma, mas se te deu essa imagem, melhor :)

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  3. Sim definitivamente um elogio, não sei como explicar mas transmite algo muito pessoal e puro, como se tivesses escrito só para ti ou talvez para uma pessoa muito em particular, e não para ser divulgado, daí aquela sensação de estar a bisbilhotar :P

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