segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Monotonia

Farto de ouvir aquele tick-tick constante, decidiu descer as escadas. Os degraus estavam frios como tudo o resto. Como tudo o resto eram feitos de pedra. Fantástica na estação quente, arrepiante na estação fria. Nada a que os habitantes daquela casa não se tivessem já habituado, desde há várias gerações.

Aproximou-se da janela. O vento soprava forte lá fora, submetendo à sua vontade tudo o que com ele se cruzasse, animal ou vegetal, sem distinções. E isso era tão notório nas árvores, já tão habituadas a levar com ele que não se via uma única direita, mesmo nos pequenos momentos em que a ventania acalmava. Momentos tão pequenos, tão raros... mas tão monótonos.

1 comentário:

  1. Eu não gosto nada da Monotonia. Torna-se num aborrecimento total.

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