domingo, 3 de outubro de 2010

O caminho é importante

Sou um pouco mais do que tento ser, um pouco menos do que tento parecer e justamente aquilo que sou.

Tento escalar montanhas de olhos vendados, mas isso não me trás qualquer felicidade. Preciso de saber qual o caminho que percorri, cada pedra em que me apoiei, cada estaca que me auxiliou na escalada. Só assim posso perceber o que me trouxe até aqui e fez com que conseguisse chegar ao topo desta montanha. De outro modo nada faz sentido. É como se ainda estivesse no sopé do monte, num valezinho por aí.

E que utilidade teria isso? Para quê dar-me ao trabalho de fazer esta escalada se não estou consciente de como a fiz? Para quê dar-me a este trabalho, se não aprendi nada com isto, se não vou saber fazê-lo outra vez? Só assim é que a vista que contemplo agora vale a pena. Só sabendo que foi através do meu esforço e dedicação que aqui cheguei e não porque um ser alado qualquer me deixou aqui. Quem diz um ser alado qualquer, diz um simples avião ou helicóptero. Se o que eu queria era chegar ao topo da montanha e não experimentar a queda de pára-quedas, não faz qualquer sentido.

Não que fazer sentido seja um requisito, porque não é. A partir do momento em que estou de olhos vendados, é a menor das minhas preocupações.

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